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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vigilância Sanitária promove curso para baianas de acarajé em Salvador


Começou nesta segunda-feira, 9, curso sobre Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, voltado para baianas de acarajé, promovido pela Vigilância Sanitária (Visa), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O workshop vai até a próxima sexta, 13, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente na sede do Senac-Pituba, na Av. Octávio Mangabeira.

Aquapharma Controle de Qualidade
Luciene destaca que os cuidados com os alimentos começam, ainda, em casa


O objetivo do programa, que faz parte do projeto contínuo de capacitação da Visa, é reduzir os riscos peculiares da produção e manipulação das iguarias e, por conseguinte, diminuir as doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados.

A coordenadora do Programa Senac de Segurança Alimentar, Cleópatra Catia, explica a importância de aprender a manipular os alimentos corretamente, para não levar perigo de ordem física e biológica aos consumidores.

"Devido às doenças transmitidas por alimentos, é necessário que as baianas tenham cuidado, haja vista que elas manipulam os alimentos desde a sua residência, até chegar ao distribuidor", pondera Cleópatra.

Segurança alimentar

O médico gastroenterologista Samuel Bastos elucida que os consumidores precisam ficar atentos à questão da segurança alimentar. "Quando condicionados erroneamente, determinados alimentos utilizados na fabricação e consumo do acarajé, como, por exemplo, o camarão e o tomate, podem causar desde diarreia a disenteria", exemplifica.

A chefe do setor de alimentos da Visa, Kátia Resak, atenta para os critérios a serem observados pelos clientes, a fim de evitar consumir comida contaminada.

"É fundamental observar a higiene do local e da baiana. Verificar se as panelas estão tampadas, se há objetos no tabuleiro que não fazem parte da alimentação e se a vendedora usa luvas e touca", enumera.

Kátia alerta ainda que a baiana que lida com o petisco não pode manusear o dinheiro. "O recomendável é que ela tenha um auxiliar para a função", disse.

A baiana de acarajé Luciene de Almeida, que vende os quitutes no Rio Vermelho, conhece bem a importância do asseio.

"A higiene começa desde casa. Estamos sempre com touca nos cabelos, mãos limpas e usando luvas. Os alimentos são refrigerados e separados em porções. Nós também trocamos o azeite frequentemente e, após o uso, ele é levado para ser reciclado. Além disso, nossos pontos de venda são lavados todos os dias", ilustra.

Fonte A Tarde

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