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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Pode cair no ENEM: Água: A crise hídrica no Brasil



Água: A crise hídrica no Brasil



Em 2014, a crise hídrica ganhou evidência, principalmente pela situação do reservatório da Cantareira, que abastece grande parte da cidade de São Paulo e da região metropolitana. Mas a seca está atingindo muitos outros sistemas de abastecimento de água pelo Brasil. Os níveis dos reservatórios do Rio de Janeiro e Belo Horizonte agravam a situação no Sudeste. No Nordeste, que tem um histórico recorrente de seca, a situação também não é confortável e, em abril de 2015, 56 cidades da região foram caracterizadas como em situação de colapso com a falta de recursos hídricos.




O QUE EU PRECISO SABER

A culpa é da chuva?A falta de chuva é um fator muito importante na crise atual, mas não é uma novidade. Desde 2012, o índice pluviométrico vem diminuindo fortemente. Relatório da Sabesp, empresa responsável pelo abastecimento da grande São Paulo, de 2012, demonstrava que há anos observava-se a redução das chuvas na região. ONG's também alertavam sobre a falta das chuvas. O desmatamento de áreas próximas a rios acarreta na diminuição da cobertura florestal nativa de bacias hidrográficas, prejudicando a absorção de água nos lençóis freáticos.

Quais as causas da crise?
Um dos principais pontos levantados por especialistas é a grande quantidade de água que é desperdiçada por falhas logísticas como tubos rachados, registros defeituosos e vazamentos. No Brasil, estima-se que 40% da água que deveria chegar à população é perdida por conta desses problemas. Outro fator é a questão da má gestão pública desse recurso e a falta de planejamento de seu uso. Isso pode ser explicado pelo fato de reservatórios, como o da Cantareira, atenderem a uma demanda populacional maior do que a prevista quando foram construídos.

Como superar a crise hídriva?
As principais propostas são a reforma e ajuste na parte logística, para que haja menos desperdício de água, aproveitamento da água da chuva, irrigação de bacias hidrográficas e busca por novas fontes (superficiais ou subterrâneas). Já pelo lado de políticas públicas, há o desconto na conta de água para estabelecimentos que reduzirem o consumo, rodízio de fornecimento, campanhas educacionais para o uso racional e substituição de aparelhos elétricos que consomem muita energia.


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